Ivan Santos*

Ontem, na batalha jurídica travada na arena do Superior Tribunal Federal, houve um confronto que dividiu ao meio os ilustres e brilhantes astros que compõem o cenário augusto do olímpico Tribunal. O empate de cinco a cinco votos mostrou a divisão de entendimento entre os ministros para decidir se as duas Casas do Congresso devem ser ouvidas em casos de afastamento e quaisquer outras medidas que possam interromper definitiva ou temporariamente o mandato parlamentar concedido por eleitores. A salvação, mesmo que temporária de muitos astros e estrelas saiu do entendimento da ilustre presidente do STF, ministro Cármen Lúcia. Com o voto dela o placar ficou em 6X5 a favor de celebridades ameaçadas por uma espade de Dâmocles, como o senador mineiro Aécio Neves, acusado de improbidade pela Procuradoria Geral da República. Hoje é possível dizer que o perigo que ameaçou desencadear uma guerra entre o Poder Legislativo e o Executivo, passou. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. No entanto, é bom que cada político fique de antenas ligadas porque 10 ministros decidiram que é prerrogativa do Poder Judiciário aplicar medidas cautelares a senadores e deputados. Assim, que praticar malfeitos não ficará impune hoje nem amanhã. Ontem também foi o dia da apresentação do parecer do deputado mineiro Bonifácio Andrade ao processo iniciado na Procuradoria da República, também por improbidade, contra o presidente da República, Michel Temer. O parecer de Bonifácio Andrada foi favorável ao Presidente e deverá ser votado brevemente na Comissão de Constituição e Justiça para depois ser apreciado no plenário da Câmara. Segundo alguns analistas do processo político em Brasil, as condições atuais indicam que o presidente Michel Temer sairá vivo de mais até ataque e deverá conduzir o governo até o último dia de dezembro de 2018.

*Jornalista

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